ISABEL MÕES




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Da tartaruga nasceram perguntas

A primeira ideia para este projecto começou no Centro Comercial Colombo em Lisboa quando vi pela primeira vez um homem com uma mala amarela quadrada à espera de comida no Macdonald' s. Já tinha reparado nas motas na rua, sabia que entregavam alimentos ou comida mas não sabia de que tipo. Fiquei por isso espantada que alguém pudesse pedir um hambúrguer no McDonald 's e outro alguém o fosse entregar a casa. Pensava nesses estafetas como entregadores de qualquer coisa urgente que não se consegue ir buscar ou só para ocasiões muito especiais. Romantismo? Talvez.

Este episódio aconteceu muito antes da pandemia, muitos antes deles e delas se transformarem em figuras essenciais, essa espécie de merceeiros ao domicílio quando “alguns” possuíam o luxo de ficar em casa. Voltando ao Colombo, o meu estafeta pegou no pequeno saco, enfiou-o na mala e eu comecei a segui-lo. Quem eram essas pessoas que faziam esse trabalho? Quem eram essas “tartarugas” carregadas que entregavam os hambúrgueres? Como é que trabalham essas “tartarugas”? Segui o meu estafeta até ao exterior onde estavam outros motoristas aglomerados. Eram todos homens. A partir desse dia passei a reparar neles e nelas ao volante das suas motas, na estrada, nas bicicletas, nas trotinetes e até a pé. Depois perguntei-me sobre o seu modo de trabalho; as condições em que o fazem, o que usam, onde descansam, onde comem, etc, e é sobre isso que este projecto se constrói.

Resolvi erguê-lo através do recurso a uma plataforma digital porque me interessa desnudar este jogo por dentro, transfigurar esta roupagem de trabalho versus divertimento apresentado pelas apps originais no recrutamento dos seus trabalhadores. Também me interessou usar os mecanismos tácteis de uma app de comida na óptica do utilizador e a sua potencialidade no uso de material diverso, como o áudio, vídeo, fotografia e a palavra. A matéria visível que aqui apresento são imagens que fui criando e compondo para dar forma à pesquisa documental dos últimos meses, concretizada com o contributo de toda a equipa artística e técnica.

Este projecto vê a luz do dia em Abril de 2022 mas irá continuar a ser acrescentado ao longo de todo o ano. Pretende-se que ele seja alimentado com os contributos de outros artistas de qualquer disciplina artística, com o contributo do público em “Experimento” e outros experimentos que se seguirão e dos estafetas, com os seus comentários ou novas propostas para os “Essenciais”.


Ideia original, concepção e desenvolvimento: Isabel Mões
Grafismo web e de comunicação: Clara Barbacini
Web Developer: Joel Domingues
Vídeo e fotografia: António Castelo
Comunicação de projecto e assessoria de imprensa: João Labrincha
Consultadoria artística: Rodrigo Magalhães
Voz poema: Rajan Shrestha
Video língua gestual: Joana Tavares
Apoio ao desenvolvimento de conteúdos app: João Labrincha, Clara Barbacini e António Castelo.
Apoio à produção: Gabriela Frade
Tradução para inglês: Colin Ginks

Apoio: Programa Garantir Cultura/Ministério da Cultura de Portugal

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www.uberme.pt

The questions inspired by a tortoise.

The inspiration for this project all began at Colombo Shopping Centre in Lisbon, when I saw for the first time a man carrying a square-shaped yellow bag while waiting for an order at Mcdonald's. I'd noticed all the motorbikes in the street and was aware they made food or meal deliveries, but I didn't know what kind. It came as a great surprise that anyone would order a burger from Mcdonald's and get someone to deliver it to their home. I'd always imagined these delivery guys picking up something urgent that couldn't be fetched in person, or only on special occasions. Such is my vivid imagination.

It was already happening before the pandemic set in, long before these people became so indispensable to us, these home-delivery mercenaries for the select few who were lucky enough to spend all day in the house. Meanwhile back at Colombo, my delivery courier took the order, stuffed it in his bag and I began to follow him. So who were these people doing this job? Who were these "tortoises" who delivered burgers to our door? What was their work day like? I followed my delivery guy outside where others were hanging around together. They were all men. From that day onwards I would notice their mopeds in the streets, their bicycles, scooters and even on foot. Then I began to wonder about their kind of work; the conditions they put up with, the tools of the trade, where they took a break, and ate etc., and that is what this project has come to be about.

I decided to put something together by creating a digital platform as I'm interested in subverting from within, turning this is it work or is it fun? Look as presented on the worker recruitment apps developed for this very purpose, on its head. Also I was interested in taking advantage of the tactile quality of a food app for its users and its potential to be adapted to a variety of mediums, such as audio, video, photography and the written word. The visual materials presented here are images that I went about creating and composing to help structure my documentary research of the last few months, brought to fruition with the help of an artistic and technical team of collaborators.

This project is seeing the light of day in April, 2022, but will continue to be added to throughout the year. It's hoped other artists from any artistic field will contribute to the project, as well as the general public through the “I experience" and through other up-and-coming initiatives, and through the delivery guys themselves, with their comments and original ideas for “Essentials”.


Original idea and concept development: Isabel Mões
Web and social media graphics: Clara Barbacini
Web Developer: Joel Domingues
Video images and photography: António Castelo
Media and press agent: João Labrincha
Artistic consultant: Rodrigo Magalhães
Poetry reading: Rajan Shrestha
Sign language video: Joana Tavares
Project development consultants for app content: João Labrincha, Clara Barbacini and António Castelo
Production assistant: Gabriela Frade
English translation: Colin Ginks

Support: Programa Garantir Cultura/ Ministério da Cultura de Portugal









PT

Manual para Drag Queen - exposição

Registo fotográfico feito em Outubro de 2020 no âmbito do processo de trabalho para a construção do espectáculo Manual para Drag Queen — Dressed as a Girl, de Isabel Mões.

Curadoria: Isabel Mões
Fotografia: Carlos Pimentel.
Com Alberto Teixeira (Wanda Morelli), Eugénio Giestas (Elektra Ashford), João Ferreira (BloodLust) e João Santos (Kara Kills)

EN
Drag Queen manual  - exhibition

Photographic record made in October 2020 as part of the working process for the construction of the show Manual for Drag Queen - Dressed as a Girl, by Isabel Mões.

Curation: Isabel Mões
Photography: Carlos Pimentel.
With Alberto Teixeira (Wanda Morelli), Eugénio Giestas (Elektra Ashford), João Ferreira (BloodLust) and João Santos (Kara Kills)



Drag is Dressed as a girl?
Drag is Sexist?
O drag reforça ou transgride as normas de género?
O que é o original o que é a cópia?
O que é o feminino?
Que normativo feminino performa em Drag?
We’ re all born naked and the rest is drag?

Memória fotográfica exposta


PT

É um projecto que pretende desenvolver questões iniciadas durante o processo de criação do espectáculo “Por Revelar”. Esta pesquisa centra-se sobretudo na observação da memória fotográfica exposta dentro de casa.  Que imagens expomos e porque o fazemos? É um acto consciente, aleatório, reflecte momentos antigos, momentos de agora? Que fotografias recolhemos para nós e longe dos olhares alheios? Nuna primeira fase realizei uma série de encontros, em casas e num lar de residência para idosos, sobretudo no Bairro da Madragoa.

Conversa sobre o processo de trabalho no Festival Condomínio, 22 de Maio 2016 - Lavadouro das Francesinhas, Lisboa

Apoio: Festival Condomínio, Junta de Freguesia da Estrela.

EN

This project intends to develop some thoughts that emerged during the creatiang process of the show "Por Revelar” . Esta pesquisa centra-se sobretudo na observação da memória fotográfica exposta dentro de casa. What images do we expose and why do we do it? Is it a conscious, random act, reflects old memories and moments of now? What photographs do we collect only for ourselves away from the eyes of other people? I held a series of meetings in inside homes, houses e num lar de residência para idosos, especially in the Madragoa neighborhood.

Open conversation about the work process in Festival Condomínio, 22 May, 2016 - lavadouro das francesinhas, Lisbon

Suppport: Festival Condominio, Junta de Freguesia da Estrela

 









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